CALIFÓRNIA, EUA — A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance foi autorizada pela Justiça dos Estados Unidos, mas a conclusão da operação dependerá do cumprimento de obrigações sobre lançamentos de filmes, investimentos e funcionamento das empresas. O negócio está avaliado em US$ 110 bilhões, equivalentes a R$ 571 bilhões na cotação de 1º.out.
A decisão foi tomada pela juíza federal Araceli Martínez-Olguín na 4ª feira (30.set.2026). As empresas preveem finalizar a transação em 6 de outubro. O processo envolveu o Departamento de Justiça norte-americano e 12 Estados dos EUA, que manifestaram preocupação com uma possível redução na quantidade de filmes lançados e nos postos de trabalho.
Condições para a operação
Entre as exigências está o lançamento de pelo menos 30 produções por ano nos cinemas dos EUA durante 5 anos. O novo grupo também terá de investir US$ 300 milhões adicionais por ano em conteúdos produzidos nos Estados Unidos. Se não cumprir a determinação, poderá ser obrigado a vender a produtora Miramax.
O acordo trabalhista prevê o pagamento de US$ 17,5 milhões ao fundo de saúde do WGA, sindicato dos roteiristas, além da manutenção da equipe sindical na CBS News por 5 anos. Também deverá ser criado um conselho de jornalistas para supervisionar as atividades da CBS News e da CNN.
Os contratos de distribuição em canais a cabo de Paramount e Warner terão de ser negociados separadamente.
Marcas e comando
A reorganização reunirá CBS News, CNN, HBO Max, Paramount+, Warner Bros. e Paramount Pictures. Ynon Kreiz assumirá o cargo de co-CEO do novo grupo. Ele é presidente executivo da Mattel desde 2018 e liderou na empresa a transformação de marcas em produções audiovisuais e jogos, incluindo o filme “Barbie”.








