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Política

Gilmar pede identificação de ministros citados no caso Banco Master

Ministro quer esclarecer quais magistrados foram mencionados antes de definir impedimentos e analisar os casos relacionados a Moraes e Mendonça.

Gilmar pede identificação de ministros citados no caso Banco Master

Gilmar Mendes pediu que o Supremo Tribunal Federal identifique todos os magistrados de tribunais superiores mencionados nas apurações relacionadas ao Banco Master antes da análise dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

A solicitação foi apresentada em uma questão de ordem de 27 páginas, proposta durante o julgamento realizado em 15 de setembro de 2026. Na ocasião, o plenário formou placar de 4 a 3 para que os casos relacionados a Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente.

O ministro também defendeu a identificação de eventuais magistrados sobre os quais existam indícios consistentes de recebimento indevido de valores. A medida abrangeria integrantes do STF, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior do Trabalho e de outros tribunais brasileiros.

Medidas propostas

Entre as providências apresentadas estão a reunião dos casos em uma sessão conjunta, a redistribuição dos processos conforme as regras internas do STF e a abertura de prazo para manifestação do procurador-geral da República e dos ministros citados.

Gilmar afirmou que André Mendonça, então relator do caso, tinha conhecimento desde março da citação de outros magistrados. O ministro também alegou possível viés político-eleitoral de Mendonça e disse que ele aguardou a chegada do período eleitoral para determinar relatórios sobre Alexandre de Moraes.

“Enquanto não se souber quais integrantes desta Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem se acha impedido nos feitos correlatos”, declarou Gilmar.

O decano do STF citou menções a Nunes Marques e Dias Toffoli. Para ele, a falta de esclarecimento sobre os ministros efetivamente mencionados por Vorcaro impede a definição de quem poderá participar das votações.

Gilmar também criticou a condução unilateral e sob sigilo de uma investigação contra um integrante do colegiado. Segundo o ministro, a apuração de um colega por outro ministro cria uma ascendência que não é tolerável. “Os fatos serão apurados – todos eles e de todos”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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