MONTREAL — A Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) prepara atualizações nas diretrizes para a gestão do fluxo de tráfego aéreo, com foco na coordenação entre companhias, aeroportos e controladores. As novas disposições deverão entrar em vigor em novembro de 2030.
Uma das ferramentas previstas é a tomada de decisão colaborativa nos aeroportos. O modelo permite o compartilhamento de informações em tempo real e pode abranger o manuseio de bagagens, o reabastecimento e a movimentação de passageiros, além da organização dos voos.
A Icao também promove a expansão gradual do chamado “espaço aéreo de rotas livres”, que permite às aeronaves escolher trajetórias mais diretas e eficientes. Os resultados da implementação vão orientar a revisão das diretrizes da organização e o apoio aos Estados que adotarem as medidas.
Coordenação internacional
Representantes do setor aéreo se reuniram na sede da Icao, em Montreal, no Canadá, na 6ª feira (9.out.2026), para avançar na implementação global da gestão do fluxo de tráfego aéreo.
O sistema prevê a identificação antecipada de pontos de congestionamento. Com base nessas projeções, as companhias aéreas poderão ajustar horários, rotas e capacidade, em vez de administrar cada voo de maneira isolada.
Para o secretário-geral da Icao, Juan Carlos Salazar, uma rede conectada de gestão do fluxo pode tornar as operações mais previsíveis e eficientes, além de aprimorar a segurança e a sustentabilidade.
A proposta foi apresentada em um cenário de aumento do tráfego aéreo, ocorrência de fenômenos meteorológicos extremos, fechamentos de espaços aéreos e incorporação de novas tecnologias. A organização afirma que a antecipação de congestionamentos pode reduzir o tempo de espera nos terminais, nas decolagens e nos pousos.
Europa e América do Norte já contam com sistemas centralizados de gestão do fluxo aéreo. O desafio, agora, é ampliar essas capacidades e garantir compatibilidade entre países e regiões. A Icao considera que, na próxima década, a gestão do fluxo será necessária para Estados, prestadores de serviços de navegação aérea e usuários do espaço aéreo.








