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Saúde

Atendimentos odontológicos infantis atingem maior volume aos 13 anos

Levantamento da Odontoprev registra 121 mil consultas nessa idade e recomenda iniciar o cuidado bucal ainda na gestação.

Atendimentos odontológicos infantis atingem maior volume aos 13 anos
Foto: Reprodução/Getty Images

O maior volume de consultas odontológicas entre crianças e adolescentes ocorre aos 13 anos, com 121 mil atendimentos registrados nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Odontoprev. A idade coincide com a conclusão da troca da dentição e com uma maior pressão estética.

A procura pelo dentista, porém, cresce apenas a partir dos 7 anos. Até os 5 anos, foram contabilizados 48 mil atendimentos no período. Aos 7 anos, o número chega a 96 mil.

A recomendação é que a primeira consulta aconteça por volta dos 6 meses de idade, mesmo sem dor ou outro incômodo. Para Emerson Nakao, dentista e consultor científico da Odontoprev, adiar o acompanhamento pode levar crianças a chegar ao primeiro atendimento com lesões e complicações causadas por cárie.

Nakao afirma que outro comportamento comum é buscar o dentista apenas quando surgem dores ou necessidades ortodônticas associadas à dentição permanente. A orientação é adotar medidas preventivas desde cedo, com participação dos pais na higiene diária e no acompanhamento regular.

Cuidados antes do nascimento

O especialista também defende que a atenção à saúde bucal comece durante a gestação, por meio do Pré-Natal Odontológico (PNO). “O cuidado com a saúde bucal deve começar na gestação, no planejamento familiar, por meio do Pré-Natal Odontológico (PNO)”, afirma Nakao.

O PNO é feito por cirurgião-dentista e integrado ao pré-natal médico e de enfermagem. O serviço é garantido no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme diretrizes do Ministério da Saúde.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal SB Brasil 2023, do Ministério da Saúde, indicam que, aos 12 anos, 54,38% dos adolescentes acreditam precisar de tratamento odontológico. No mesmo levantamento, 57,72% avaliaram a própria saúde bucal como boa, enquanto 16,97% relataram dor de dente nos seis meses anteriores.

Para Nakao, a busca por aceitação e a pressão estética nas redes sociais, somadas a uma rotina acelerada e ao consumo frequente de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados, aumentam a suscetibilidade a problemas gengivais, erosão dentária e lesões de cárie.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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