SÃO PAULO — R$ 17 bilhões do impacto social anual associado às apostas eletrônicas estariam relacionados a mortes adicionais por suicídio, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O dado integra um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Iepes), citado pelo ministro nesta 6ª feira (25.set.2026), durante uma cerimônia em São Paulo (SP).
O estudo estima em R$ 38,8 bilhões por ano o custo social dos danos provocados pelas bets no Brasil. Desse total, cerca de R$ 30 bilhões, quase 80%, teriam relação com a saúde.
Além do valor associado aos suicídios, a estimativa inclui R$ 10,4 bilhões referentes à perda de qualidade de vida ligada à depressão e R$ 3 bilhões relacionados à procura por serviços de saúde.
Padilha afirmou que os efeitos das apostas não se limitam às perdas financeiras de quem aposta. Ele disse que a vulnerabilidade ao vício é 3 vezes maior entre as populações socioeconomicamente mais vulneráveis.
Durante o evento, que anunciou uma medida provisória proibindo as bets no Brasil, o ministro também declarou que a proibição não interromperá imediatamente os efeitos das apostas sobre o sistema de saúde.
“Os efeitos que causou vão continuar chegando no sistema de saúde”, afirmou Padilha. Segundo ele, depressão, ansiedade, violência, falta de convívio com a família e impactos financeiros continuarão entre os efeitos relacionados às apostas.








