Deputados federais jovens eleitos pela esquerda reconhecem dificuldades para ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro no segundo turno. O senador terminou a primeira etapa da eleição à frente do petista por pouco mais de dois milhões de votos.
A campanha de Lula passou a ser criticada por aliados pela falta de uma comunicação mais voltada aos jovens, com linguagem digital e presença nas redes sociais. Os novos parlamentares foram chamados para contribuir com a mobilização, especialmente os que já atuam como influenciadores.
Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, foi eleita para a Câmara dos Deputados com 524. mil votos. Para ela, as redes sociais foram o único espaço em que Lula perdeu e a estratégia precisa ser revista. A deputada disse que a equipe do presidente recebeu as propostas apresentadas por ela e por sua equipe.
Pedro Rousseff (PT-MG), também envolvido nas conversas com Lula, defendeu que a campanha mude tanto a forma quanto os temas da comunicação. Entre os assuntos citados estão os preços dos alimentos e da gasolina, a segurança pública e outras questões de interesse direto do eleitor.
O paulista Guilherme Cortez (PSOL-SP), eleito deputado federal com cerca de 275 mil votos, afirmou que a direita avançou antes da esquerda na comunicação com os jovens. Segundo ele, as redes sociais e o conteúdo foram usados de forma mais eficiente pelos adversários. Cortez também declarou ter “plena convicção de que o Lula não vai perder para um Bolsonaro pior”.
No Distrito Federal, Fábio Félix (PSOL) defendeu uma reação imediata, com organização da juventude e atuação nas redes sociais. Ele também anunciou que pretende percorrer cidades do DF para apresentar sua avaliação sobre Flávio Bolsonaro.
Luna Zarattini (PT-SP), de 32 anos, passou a integrar a mobilização e defendeu uma ação contínua para estimular a participação dos jovens.
A pressão cresceu depois que Lula reconheceu problemas na própria campanha, classificada por ele como “a campanha menos organizada que participei desde 1989”. Em seguida, o presidente começou a publicar vídeos no formato selfie, uma estratégia defendida pelos parlamentares.








