O deputado federal André Janones (Rede) criou um canal público no WhatsApp para organizar a comunicação digital em apoio à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Batizado de “Exército do Lula”, o grupo tinha 2,4 milhões de inscritos até o final da manhã desta quinta-feira (8).
Janones anunciou no início da semana que se dedicaria integralmente à campanha de Lula. Ele estabeleceu como meta alcançar 3 milhões de participantes ainda nesta quinta-feira e, depois disso, “entrar na guerra”. O deputado também marcou uma live para definir as estratégias de comunicação do grupo.
Até por volta do meio-dia, Janones havia enviado pelo menos 30 mensagens aos participantes. Os conteúdos pediam a inclusão de novos integrantes e divulgavam materiais publicados em outras redes sociais. O deputado tem mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, mais 1 milhão no X e 1,5 milhão no TikTok.
A proposta é coordenar publicações sobre Lula e a campanha em diferentes plataformas. Janones convocou influenciadores, políticos, formadores de opinião e perfis com 500 mil seguidores ou mais a divulgar o canal. Também orientou a realização de colaborações no Instagram para ampliar a circulação das postagens.
“Comunicação unificada é algo que não tivemos nesses quatro anos de governo”, disse Janones ao explicar a iniciativa. Ele afirmou ainda que a comunicação de Lula nas redes sociais é “ultrapassada, analógica”.
Histórico de estratégias digitais
Janones já defendeu o uso de “fake news” e ataques contra adversários como instrumentos eleitorais. Nas eleições de 2022, apoiou Lula depois de retirar sua candidatura à Presidência da República e defendeu essa estratégia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Neste ano, publicou um falso direito de resposta sobre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), de Minas Gerais. No vídeo, Janones simulou uma retratação por informações consideradas inverídicas sobre Ferreira e negou, entre outros pontos, que o banqueiro Daniel Vorcaro tivesse contato com o deputado ou que ele tivesse pedido uma intervenção em negócio.
O deputado também foi investigado, junto a dois ex-assessores, por peculato em um caso relacionado a 2019 e 2020. No início do ano passado, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou um acordo de não persecução penal firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Janones.
Pelo acordo, Janones admitiu ter cometido rachadinha e aceitou pagar uma multa para evitar um processo criminal. A investigação apontava o uso de um cartão de crédito de um assessor para pagar despesas pessoais sem reembolso. Os dois ex-assessores recusaram a proposta, e a apuração sobre eles foi encaminhada à Justiça Federal.








