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Política

Jimmy Kimmel diz que entrevista com democrata foi retirada da TV por pressão da FCC

Conversa com James Talarico foi exibida apenas no YouTube após o apresentador alegar ameaças da comissão reguladora à ABC.

Jimmy Kimmel diz que entrevista com democrata foi retirada da TV por pressão da FCC

O apresentador Jimmy Kimmel afirmou que uma entrevista com James Talarico, candidato democrata ao Senado federal pelo Texas, deixou de ser exibida na televisão pela ABC após pressões da Comissão Federal de Comunicações (FCC), órgão do governo de Donald Trump. A conversa foi publicada nesta quinta-feira (10) apenas no YouTube, plataforma que não está sujeita aos poderes de regulação da comissão.

No programa de quarta-feira (9), Kimmel disse que havia entrevistado americanos candidatos a cargos públicos durante mais de 20 anos sem enfrentar problemas. “Algo mudou”, afirmou. Segundo o apresentador, a FCC ameaçou ele, o programa, a ABC, afiliadas e estações locais por decisões editoriais relacionadas à escolha de convidados.

A FCC ainda não se manifestou sobre o caso. Em fevereiro, a direção do programa de Stephen Colbert, da CBS, também exibiu no YouTube uma entrevista com Talarico. A decisão foi tomada por preocupações de que a transmissão pela televisão violasse regras da comissão sobre a concessão de mesmo tempo a candidatos.

Anna Gomez, única democrata na FCC, criticou o episódio em uma publicação no X. Ela afirmou que essa foi a segunda vez, em questão de meses, que um apresentador relatou ter sido pressionado a não transmitir uma entrevista. Para Gomez, apresentadores, afiliadas locais e emissoras não deveriam considerar possíveis retaliações federais antes de convidar alguém para uma conversa de interesse público.

Disputa entre Disney e governo Trump

Em agosto, a Disney processou o governo Trump no Tribunal Distrital do Distrito de Colúmbia. A empresa alegou que a antecipação da análise sobre a renovação das concessões de oito emissoras da ABC seria uma retaliação política por sua linha editorial e ameaçaria direitos previstos na Primeira Emenda da Constituição americana.

Em comunicado divulgado em abril, a FCC disse que antecipou a análise porque investiga se a Disney e a ABC cometeram discriminação por meio de seus programas de diversidade, equidade e inclusão. As concessões ainda tinham anos de vigência.

Trump e a Disney também já divergiram sobre Kimmel. Em setembro do ano passado, após o assassinato de Charlie Kirk, a empresa suspendeu temporariamente o programa por comentários do apresentador sobre o autor do ataque. Antes do anúncio, o presidente da FCC, Brendan Carr, sugeriu que as concessões poderiam ser revogadas se a Disney não punisse Kimmel. Em abril deste ano, Trump e Melania Trump pediram a demissão do apresentador após uma piada sobre ela ficar “viúva”.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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