SÃO PAULO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou neste sábado (3.out.2026) a campanha antes do 1º turno com uma caminhada no centro de São Paulo. O trajeto, de aproximadamente 1,8 km, começou na avenida Paulista e terminou na praça Roosevelt.
O ato teve início por volta das 11h30 e reuniu a chapa do PT no estado. O partido estimou mais de 100 mil participantes. A Polícia Militar informou que não faria uma estimativa de público.
Fim da escala 6 X 1
Durante o discurso, Lula afirmou que o fim da escala 6 X 1 será aprovado no Senado na semana seguinte ao 1º turno. A análise da proposta foi incluída pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a partir de 3ª feira (6.out), após negociação com o presidente.
“Essa é a passeata do fim da escala 6 X 1, que vai ser votada semana que vem no Senado”, disse Lula.
A primeira-dama Janja da Silva pediu mobilização das mulheres e afirmou que elas dariam o “tetra” ao presidente. O Tribunal Superior Eleitoral foi citado como referência para a participação feminina, que corresponde a 52% dos votantes.
Lula também pediu votos de eleitores acima de 70 anos. Aos 80 anos, disse sentir-se como um “menino de 15”.
Críticas e temas da campanha
O presidente mencionou o caso do INSS e falou em uma quadrilha na Previdência, associando o tema ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Também citou o caso Master, o fundador do banco, Daniel Vorcaro, e a prisão do empresário.
Militantes levaram à praça Roosevelt um cavalo inflável preto com a inscrição “Dark Horse” e a representação de um saco de dinheiro. A estrutura fazia referência ao filme sobre Bolsonaro, cuja produção tem financiamento sob investigação após a divulgação de mensagens e áudios entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
Lula criticou os juros do cartão de crédito e afirmou que, em um 4º mandato, pretende mudar a forma de concessão de crédito no Brasil.
Participantes e tensão antes do ato
Aliados de Lula criticaram o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, por restrições à caminhada nas imediações da avenida Paulista. Fernando Haddad afirmou que Nunes tentou impedir o ato. O prefeito respondeu que Haddad caminhava para ser “sempre perdedor”.
Também participaram Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva, Edinho Silva, Kiko Celeguim, Laércio Ribeiro e Marco Aurélio de Carvalho.
Antes do início, por volta das 10h50, houve discussão entre organizadores e policiais militares perto dos trios elétricos. Em nota, a Polícia Militar informou que reforçou o policiamento e que, até aquele momento, não havia registro de incidentes.
Lula e Laércio Ribeiro disseram que o PT faria um ato na avenida Paulista na noite de domingo (4.set), após a apuração, contrariando veto da Prefeitura.








