Brasileiros que vivem fora do país iniciaram o primeiro turno das eleições de 2026 antes da abertura das urnas no Brasil. Em Wellington, na Nova Zelândia, a votação começou às 8h de domingo (4/10), no horário local, quando ainda eram 16h de sábado (3/10) pelo horário de Brasília.
A diferença entre os fusos fará com que a votação no exterior dure mais de 29 horas. O encerramento ocorrerá às 21h de domingo (4/10), pelo horário de Brasília, em seções eleitorais localizadas no Canadá.
No território brasileiro, o primeiro turno será realizado no domingo, das 8h às 17h, conforme o horário oficial de Brasília. A regra vale para todas as cidades que participam do pleito.
Eleitores habilitados no exterior
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país. O total é 31,82% maior que o registrado em 2022, quando 697.078 eleitores estavam habilitados no exterior.
A votação internacional ocorre em 186 cidades de outros países. Estados Unidos, Portugal e Japão estão entre os locais com os maiores contingentes de eleitores brasileiros.
Quem tem domicílio eleitoral no exterior vota apenas para presidente e vice-presidente da República. Não há votação para governador, senador ou deputados federal, estadual e distrital nas seções fora do Brasil.
A organização cabe à Zona Eleitoral do Exterior, conhecida como Zona ZZ, vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). A estrutura administra o cadastro eleitoral, os pedidos de transferência e as justificativas de ausência.
As seções funcionam de acordo com o horário local de cada país, ao contrário do Brasil, onde o horário é unificado pelo horário de Brasília. A Justiça Eleitoral instala locais de votação em embaixadas, repartições consulares e outros endereços definidos para receber os eleitores.
A estrutura envolve o TSE, o TRE-DF e o Ministério das Relações Exteriores. Para abrir uma seção no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos na circunscrição. Abaixo desse número, a Justiça Eleitoral pode reunir a seção a outra do mesmo município eleitoral e do mesmo país.








