CURITIBA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, de agiota neste sábado (12.set.2026). Durante um comício com aliados, afirmou que o empresário “corrompeu muita gente da República”.
Lula responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela ascensão do Banco Master e pelos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS. Também mencionou o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca, e disse que ele está no mesmo prédio que Flávio Bolsonaro.
“Em 2019, eles pegaram uma agiota e transformaram num banqueiro”, declarou Lula. O presidente afirmou ainda que Vorcaro foi preso e que o banco foi fechado.
Lula faz um périplo pelo Sul e esteve em Porto Alegre na 6ª feira (11.set). Antes de chegar à Presidência, ficou 580 dias preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, por condenações relacionadas à operação Lava Jato.
As condenações, pelos casos do tríplex do Guarujá e do sítio em Atibaia, foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. A soltura ocorreu em 8 novembro de 2019, depois de o STF determinar que a pena só poderia ser cumprida após o trânsito em julgado.
Processos sobre o Banco Master
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo de mais processos ligados às investigações sobre o Banco Master na 6ª feira (11.set). Entre eles está o inquérito sobre o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação mira Flávio Bolsonaro, apontado pela Polícia Federal como elo com Daniel Vorcaro na captação de recursos para a obra. Segundo a PF, o dinheiro foi administrado depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República e incluiu mais 21 processos. Também foram liberados procedimentos que envolvem Ciro Nogueira, por suposta atuação em favor do Banco Master e de Vorcaro; Jaques Wagner; e Cláudio Castro, em uma investigação sobre transferência de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência ao Banco Master.
Na 6ª feira (11.set), o presidente do STF, Edson Fachin, havia dado 24 horas para o envio da íntegra dos autos da operação Compliance Zero e da petição 15.556 à Presidência da Corte e aos gabinetes dos ministros.








