CURITIBA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12.set.2026) que pessoas envolvidas com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, serão desmascaradas. A declaração ocorreu durante um comício com aliados na capital paranaense.
Lula disse que Vorcaro já está preso e que informações sobre festas e relações do empresário com pessoas ligadas à política começariam a aparecer. “Quem fez putaria vai ser desmascarado”, declarou.
O presidente também chamou Vorcaro de agiota e afirmou que ele teria corrompido pessoas da República. Lula voltou a responsabilizar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela ascensão do Banco Master e relacionou o caso aos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS.
Segundo Lula, a instituição financeira teria sido criada durante o governo Bolsonaro. Ele também mencionou o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca, e afirmou que ele estaria no mesmo prédio que Flávio Bolsonaro.
Lulinha e a Suprema Corte
Durante o discurso, Lula falou novamente sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que é alvo de 3 inquéritos da PF. O presidente declarou que o filho não será protegido e que deverá responder caso tenha cometido algum erro.
Lula estendeu a afirmação a ministros da Suprema Corte e disse que integrantes do tribunal precisam manter um padrão de comportamento acima da média da sociedade. Ele classificou a função de ministro como um sacerdócio e afirmou que as investigações continuarão. Não houve menção nominal a ministros do STF.
Processos sobre o Banco Master
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou nesta 6ª feira (11.set) o sigilo de mais processos relacionados às investigações sobre o Banco Master.
Entre os procedimentos está a apuração sobre o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A investigação mira Flávio Bolsonaro, apontado pela Polícia Federal como elo com Daniel Vorcaro na captação de recursos para a produção. Segundo a PF, o dinheiro foi administrado depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A decisão de Mendonça atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República e incluiu mais 21 processos. O órgão havia argumentado que a relação divulgada na 5ª feira (10.set) deixava de fora procedimentos centrais da operação Compliance Zero.
Também foram liberados processos que envolvem Ciro Nogueira (PP-PI), por suposta atuação em favor do Banco Master e de Vorcaro; Jaques Wagner (PT-BA), em outra frente da investigação; e Cláudio Castro, ex-governador do Rio, por uma transferência de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência ao Banco Master. Ciro Nogueira nega as acusações.
Na 6ª feira (11.set), o presidente do STF, Edson Fachin, havia dado 24 horas para o relator encaminhar a íntegra dos autos da operação Compliance Zero e da petição 15.556 à Presidência da Corte e aos gabinetes dos ministros.








