CURITIBA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (12.set.2026) que ninguém deve ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal para enriquecer. A declaração foi feita durante um comício na capital paranaense.
Lula disse que o cargo exige dedicação e classificou a atuação na Suprema Corte como um “sacerdócio”. Segundo ele, os ministros devem manter um padrão de comportamento acima da média da sociedade. O presidente também afirmou que haverá investigação.
O presidente declarou ter conversado com Edson Fachin, presidente do STF, sobre vazamentos de inquéritos em andamento. Sem citar André Mendonça, criticou a divulgação seletiva de informações por um juiz relator e disse ter pedido a retirada de todos os sigilos do caso relacionado ao Banco Master.
Sigilos de processos
Na 6ª feira (11.set), Mendonça retirou o sigilo de mais processos ligados às investigações sobre o Banco Master. Entre eles está o inquérito sobre o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, dedicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação envolve Flávio Bolsonaro, apontado pela Polícia Federal como elo com Daniel Vorcaro na captação de recursos para a produção. Conforme a PF, o dinheiro foi administrado depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A decisão de Mendonça respondeu a um pedido da Procuradoria Geral da República, que havia solicitado a abertura de todo o processo. O ministro também incluiu mais 21 processos por iniciativa própria.
Entre os procedimentos estão investigações sobre Ciro Nogueira, por sua atuação no Congresso em favor do Banco Master e de Vorcaro; Jaques Wagner; e Cláudio Castro, ex-governador do Rio, em um caso sobre transferência de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência para o banco. Nogueira nega os repasses financeiros mencionados na investigação.
Na 6ª feira (11.set), Fachin determinou que o relator enviasse, em 24 horas, a íntegra dos autos da operação Compliance Zero e da petição 15.556 à Presidência do STF e aos gabinetes de todos os ministros.
Lula voltou a defender mandatos para ministros do STF nesta semana. Ele já havia abordado o tema em fevereiro.







