PORTO ALEGRE — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que pedirá a Donald Trump que não interfira nas eleições brasileiras durante o encontro entre os dois em Nova York, entre 22 e 28 de setembro, na Assembleia Geral da ONU.
Lula afirmou que respeita o resultado das eleições dos Estados Unidos e que não interfere no processo eleitoral daquele país. Segundo o presidente, ele apresentará essa posição a Trump antes de pedir respeito ao pleito brasileiro.
“Agora, por favor, não mexa com o filho da dona Lindu”, declarou Lula durante um comício em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Encontro na ONU
O presidente brasileiro disse que fará o primeiro discurso no plenário e permanecerá no local para ouvir a fala de Trump. Desde 1955, o Brasil abre os discursos do encontro, seguido pelos Estados Unidos, país-sede.
Lula deve usar seu 4º discurso neste mandato para tratar de soberania, democracia e ingerência estrangeira nas eleições. Ele tem criticado a atuação de Trump em assuntos internos do Brasil.
Os dois presidentes também podem discutir as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Em 21 de agosto, eles conversaram por telefone durante cerca de 1h20, com as tarifas como principal tema. As negociações foram retomadas, mas não havia indicação de acordo definitivo antes das eleições brasileiras.
A reunião é vista pelo governo como uma oportunidade de retomar o diálogo direto entre os presidentes. Lula embarca para Nova York no dia 20 e retorna no dia 22. Em 2025, os dois também se encontraram durante a Assembleia Geral da ONU, em uma conversa que abriu caminho para uma aproximação entre os governos.








