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Política

Lula questiona decisão sobre canal no WhatsApp e cobra tratamento igual no TSE

Presidente afirmou que Nunes Marques deve justificar a suspensão do canal “Exército do Lula” e agir com igualdade entre candidatos.

Lula questiona decisão sobre canal no WhatsApp e cobra tratamento igual no TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (12) que decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra sua campanha estão extrapolando limites. A declaração ocorreu após a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, determinada pelo presidente da Corte, Nunes Marques.

A suspensão ocorreu neste domingo (11), mas foi derrubada horas depois pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Lula disse que uma medida como essa precisa indicar qual teria sido a ilegalidade cometida.

“Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha”, afirmou o presidente a jornalistas. Ele falou após assistir a uma missa na capela do Palácio da Alvorada em homenagem à Nossa Senhora Aparecida.

Relatório sobre o canal

A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE analisou as mensagens publicadas no canal, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), entre os dias 2 e 11 de outubro. O relatório não identificou novas publicações que reproduzissem fake news.

O documento registrou, porém, que mensagens divulgadas em setembro haviam sido apagadas a partir de 7 de outubro. Também foram encontradas dezenas de mensagens marcadas como “Editada”, sem acesso ao texto original para auditoria pública.

A campanha do senador Flávio Bolsonaro rebateu o relatório em uma nota. A equipe afirmou que a auditoria não encontrou conteúdos ilícitos porque Janones teria apagado centenas de mensagens depois de ser acionado na Justiça Eleitoral.

Crítica à condução do tribunal

Lula defendeu que o presidente do TSE mantenha o mesmo comportamento e procedimento diante dos candidatos. Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula na disputa presidencial.

“O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política”, disse Lula. A campanha de Flávio afirmou ainda que combater canais organizados para “burlar” regras eleitorais não é censura, mas cumprimento de uma obrigação legal.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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