SÃO PAULO — O canal “Exército do Lula” reunia 3,2 milhões de apoiadores na véspera da suspensão determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Segundo ele, o grupo deve crescer.
A decisão retirou do ar o canal administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. A medida foi tomada após pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.
Antes da decisão, Sidônio criticou a iniciativa durante conversa com jornalistas no QG de Lula, no Lago Sul, em Brasília. A reunião também contou com Camilo Santana, ex-ministro da Educação e um dos porta-vozes da campanha.
“É um grande absurdo eles entrarem nisso, uma demonstração de medo”, afirmou Sidônio. Para o ministro, os adversários tratam a mobilização popular como uma “força desproporcional”.
Reação da campanha
Em manifestação divulgada neste domingo (11.out.2026), a campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão como motivo de “estranheza e revolta” e disse que avalia os recursos cabíveis. A equipe afirmou que a retirada do canal prejudicou a mobilização digital dos apoiadores do presidente. Aliados disseram que Kassio “atropelou” o processo.
Sidônio também criticou Flávio Bolsonaro por, segundo ele, confundir juros com orçamento ao prometer uma economia de R$ 300 bilhões. O ministro declarou que 1% de juros equivale a R$ 50 bilhões e disse: “Ele precisa primeiro aprender a fazer conta”.
A decisão ocorreu depois de outro revés para a campanha. No sábado (10.out), o TSE barrou uma peça que associava o deputado Alfredo Gaspar a estupro.
Lula participa neste domingo de um ato em São Paulo, ao meio-dia. A campanha afirma que há mais de 300 mobilizações previstas pelo país.








