BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante um evento em Nova Iguaçu (RJ), que benefícios concedidos pelo governo devem atender à população, e não a relações pessoais. A declaração ocorreu após a divulgação de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“Quem é amigo de presidente é o povo, não é o Vorcaro, dono do Banco Master”, disse Lula. Ele também afirmou que é preciso mudar a forma de governar o país e direcionar qualquer benefício ao povo.
A defesa de Vorcaro contesta a divulgação de conversas privadas e afirma que os conteúdos foram apresentados de maneira seletiva, fragmentada e fora de contexto. Os advogados sustentam que relações pessoais, profissionais ou institucionais não podem ser usadas como indício ou prova de conduta ilícita.
“A Defesa rejeita categoricamente qualquer tentativa de transformar relacionamentos pessoais, profissionais ou institucionais em indício ou prova de conduta ilícita”, diz a nota.
Sigilo e validade das provas
Os representantes do banqueiro também questionam a exposição de supostas comunicações entre Vorcaro e seus advogados. Para a defesa, o sigilo profissional é indispensável ao exercício do direito de defesa.
A nota afirma que as informações divulgadas resultam de vazamentos ilegais e que a defesa não reconhece nelas requisitos como licitude, integralidade, autenticidade, rastreabilidade, preservação e completude. O documento também menciona a necessidade de respeito à cadeia de custódia dos vestígios.
Entre as conversas divulgadas estão mensagens atribuídas a Vorcaro e Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, além de uma comunicação com Alexandre de Moraes, ministro do Supremo. Também foi mencionada uma troca entre o banqueiro e um advogado na qual Lula teria agradecido por um uísque recebido em uma reunião.
A defesa pede que os fatos sejam analisados com respeito ao contraditório, à ampla defesa, ao devido processo legal, à presunção de inocência, ao juiz natural, à razoável duração do processo e à proibição de provas obtidas por meios ilícitos. A nota é assinada por Sérgio R. Leonardo e Engels Augusto Muniz, com data de Brasília/DF, 25 de setembro de 2026.








