São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Política

Mandetta propõe dados nacionais e IA para transformar saúde em setor estratégico

Representante de Caiado também defendeu mudanças na incorporação de tecnologias, no tratamento tributário de medicamentos e na judicialização da saúde.

Mandetta propõe dados nacionais e IA para transformar saúde em setor estratégico

Luiz Henrique Mandetta defendeu a criação de um repositório nacional de dados de saúde e de um Centro Nacional de Inteligência Artificial para ampliar o uso de tecnologia no setor. As propostas foram apresentadas durante o Fórum Saúde, Diálogo e Desenvolvimento – A Indústria da Saúde na Agenda Presidencial, realizado em São Paulo.

O ex-ministro da Saúde e representante da campanha de Ronaldo Caiado à Presidência também afirmou que a judicialização é consequência de dificuldades de acesso, orçamento e incorporação de novas tecnologias. Para ele, o tema deve ser discutido no Congresso em conjunto com a definição de recursos para a saúde.

“A judicialização não é a doença, ela é um sintoma da doença”, disse Mandetta. Ele comparou o fenômeno à febre, que seria um sinal de uma infecção e não o problema a ser tratado isoladamente.

Indústria e incorporação de tecnologias

Mandetta defendeu mudanças no processo de incorporação de tecnologias ao sistema de saúde. Ao comentar o prazo de 180 dias entre a aprovação de uma tecnologia e sua chegada ao paciente, afirmou que é necessário integrar unidades básicas, hospitais, rede credenciada e informações de saúde para acompanhar o percurso de cada pessoa.

Na avaliação do ex-ministro, o Brasil precisa ampliar a indústria nacional, reduzir a dependência de produtos e insumos importados e buscar escala por meio de acordos e da integração com outros mercados. Ele afirmou que limitar a produção ao atendimento do SUS não seria suficiente para sustentar uma indústria em grande escala.

Mandetta também defendeu o respeito às patentes, o estímulo ao uso de medicamentos genéricos e a reconstrução da indústria nacional. Segundo ele, o país tem condições de ampliar sua presença internacional no setor e de se tornar um fornecedor global de produtos de saúde.

A pandemia de covid-19 foi citada como exemplo da dependência externa. Mandetta mencionou a necessidade de capacidade de produção de máscaras, equipamentos de proteção, seringas e outros insumos.

Medicamentos e política tributária

O representante da campanha de Caiado defendeu atenção ao tratamento tributário dos medicamentos durante a reforma tributária. Para ele, o medicamento deve ser considerado um bem necessário ao tratamento dos pacientes e receber tratamento diferenciado.

Mandetta também afirmou que o Brasil pode ampliar sua atuação internacional na saúde e destacou o respeito ao SUS no mundo. Ele disse que o país precisa superar o que chamou de “complexo de vira-lata” e aproveitar sua diversidade e a globalização para fortalecer sua presença no mercado internacional.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5