NOVA DÉLHI — O chanceler Mauro Vieira representará o Brasil na cúpula dos Brics, marcada para sábado (12.set.2026) e domingo (13.set), na Índia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participará do encontro porque priorizou compromissos de campanha para tentar a reeleição.
Com a ausência de Lula, a reunião não terá os cinco líderes dos países fundadores do bloco. Vladimir Putin, da Rússia; Xi Jinping, da China; Narendra Modi, da Índia; e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, estarão em Nova Délhi. A última cúpula sem os cinco líderes ocorreu em 2019, em Brasília, quando Jair Bolsonaro governava o Brasil.
Putin voltou a participar do encontro depois de não comparecer à cúpula de 2025, realizada no Brasil. O presidente russo tem um mandado de prisão expedido pelo TPI (Tribunal Penal Internacional) por crimes de guerra contra a Ucrânia. Ele chegou à capital indiana na 6ª feira (11.set).
Retorno de Xi Jinping
A cúpula marca a volta de Xi Jinping à Índia depois de 7 anos. A presença é associada à reaproximação entre os dois países, iniciada em 2024. O presidente chinês levará uma comitiva de 400 pessoas e deve buscar acordos e consensos com autoridades indianas.
China e Índia têm uma disputa fronteiriça histórica, que provocou um confronto em 2020 e deixou 24 mortos. A relação também é afetada pelos acordos militares chineses com o Paquistão, rival indiano. Atualmente, Xi e Modi mantêm uma relação mais cordial. O primeiro-ministro indiano visitou a China no ano passado, na 1ª viagem dele ao país em 7 anos.
Participação de países árabes
Masoud Pezeshkian, do Irã, ficará diante de representantes de países árabes atacados pelo Irã neste ano. Os ataques tiveram como alvo bases dos Estados Unidos nesses países, durante a guerra entre Irã e EUA iniciada em fevereiro deste ano.
A guerra no Oriente Médio deve testar a união dos Brics e ocupar espaço na cúpula. Rússia, China e Índia atuarão como mediadores, enquanto os países árabes mantêm relações com os três países, apesar de serem aliados dos Estados Unidos.
A edição de Nova Délhi também terá representantes dos demais integrantes dos Brics, bloco que passou por expansões desde 2024 e reúne atualmente 11 países, além de autoridades de outros países convidadas para o encontro.








