BERLIM — O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou no sábado (20.set.2026) que permanecerá no cargo e dará continuidade à agenda de reformas, apesar das derrotas da União Democrata-Cristã (UDC) nas eleições regionais em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim.
Em entrevista coletiva na sede da UDC, em Berlim, Merz descartou os rumores de que poderia ser substituído durante o mandato. Ele defendeu a continuidade do governo como necessária para aprovar medidas econômicas, tributárias e de assistência social.
Resultado eleitoral
Merz classificou o desempenho do partido como “um desastre”. O avanço da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de direita, e do Die Linke, de esquerda, contribuiu para a polarização nos pleitos regionais.
As eleições definem os deputados dos Parlamentos Regionais dos Estados federados. Depois da formação das assembleias, os parlamentares negociam coalizões e elegem indiretamente o Ministro-Presidente, equivalente ao governador. Em Berlim, cidade-estado, os eleitos formam a Câmara de Deputados, responsável por escolher o Prefeito Governador.
As pesquisas de boca de urna indicaram descontentamento do eleitorado e impacto limitado da estratégia de Merz. A postura mais rígida em temas como imigração não conteve o avanço da AfD e afastou eleitores moderados e de esquerda, ampliando o desgaste político do chanceler após 16 meses no poder.
Aliados da UDC mantiveram o apoio a Merz e afirmaram que os desafios atuais foram herdados e exigem tempo para serem resolvidos. O chanceler aposta na aprovação das reformas prioritárias para tentar reverter a impopularidade e estabilizar a coalizão governamental.
“O que precisa ser feito agora exige firmeza, resiliência e paciência. Eu demonstrarei isso como presidente do partido UDC e, acima de tudo, como chanceler Federal do nosso país”, disse Merz.








