GOIÂNIA — A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou ter produzido, autorizado ou divulgado informações falsas relacionadas ao processo eleitoral após ser acusada por Flávio Bolsonaro de ajudar o PT a disseminar uma notícia falsa. O comunicado foi divulgado horas depois de um comício do senador e candidato do PL à Presidência, no domingo (27.set.2026).
Flávio afirmou que a entidade teria contribuído para espalhar a informação de que ele pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Também disse que a suposta participação ocorreu com pessoas de dentro da CNBB.
A entidade declarou que não integra estruturas político-partidárias, partidos ou candidaturas. A CNBB também afirmou que atribuir a ela a produção ou disseminação de desinformação sem fatos e provas atinge injustamente a instituição.
Manifestação de Jorge Messias
O advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou no X uma nota de solidariedade à CNBB no domingo (27.set.2026). Ele condenou o uso da mentira como instrumento político e eleitoral e afirmou que a entidade sofre ataques injustos por parte de Flávio Bolsonaro.
Messias defendeu que o Estado laico assegure a liberdade religiosa, respeite diferentes crenças e não imponha convicções. O ministro disse ainda que, como evangélico, respeita pessoas de outras religiões.
“Expresso minha total solidariedade à CNBB”, declarou Messias. Na nota, ele também afirmou que a convivência respeitosa entre crenças é uma base do Estado laico e citou ensinamentos bíblicos sobre o amor ao próximo, a liberdade e a fé.
Durante o comício em Goiânia (GO), Flávio disse que o PT teria levantado a acusação e que ela teria sido disseminada com ajuda de integrantes da CNBB. O candidato declarou ainda que a informação foi revertida rapidamente porque, segundo ele, a verdade estava do seu lado.








