Jorge Messias respondeu às acusações de Rogério Marinho cobrando explicações sobre o destino de valores associados a Flávio Bolsonaro em uma negociação com Daniel Vorcaro. A troca ocorreu nas redes sociais após o advogado-geral da União comentar o cancelamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master.
Messias havia afirmado que um candidato à Presidência procurou o dono do banco para pedir milhões em benefício da própria família. Sem mencionar Flávio diretamente, perguntou onde foram colocados os 134 milhões atribuídos a Vorcaro. O valor é relacionado a uma negociação para financiar “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Acusações nas redes sociais
Rogério Marinho, senador pelo PL-RN e coordenador da campanha presidencial do partido, acusou Messias de atuar como “militante do PT” e afirmou que o governo usa o Estado como extensão da legenda. Em resposta, o AGU escreveu que o senador poderia ajudar o povo brasileiro a obter uma explicação sobre o destino do dinheiro.
Marinho voltou a questionar Messias sobre investigações envolvendo o filho e o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também citou uma suposta reunião entre Lula e o advogado Walfrido Warde, que representava Vorcaro, além de um possível presente de uísque ao presidente.
O senador afirmou ainda que Messias deveria explicar acusações relacionadas a Lulinha, ao ex-chefe de gabinete Marcola e ao registro, na agenda presidencial, de um encontro com Vorcaro.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (23), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência negou que Lula tenha recebido presente ou enviado recado e comentado festas promovidas pelo banqueiro. A Secom também foi citada em relação à alegação sobre o suposto presente de uísque e o encontro com Vorcaro.








