A discussão entre Rogério Marinho e Jorge Messias passou a incluir uma cobrança sobre um encontro do advogado-geral da União com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Em uma publicação no X, o senador perguntou por que a reunião não teria sido registrada na agenda e questionou: “O senhor pode explicar?”.
A troca ocorreu nesta 5ª feira (24.set.2026), depois de Messias comentar uma decisão do Conselho Nacional de Justiça que cancelou R$ 4,7 bilhões em precatórios relacionados ao Banco Master. Embora não tenha citado Flávio Bolsonaro, a postagem mencionou as negociações do senador com Vorcaro para levantar recursos para o filme Dark Horse.
Marinho, que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, chamou Messias de “militante do PT”. Também afirmou que o advogado-geral da União abriu mão de sua função institucional e criticou o que classificou como uso do Estado brasileiro como extensão do PT.
Resposta do advogado-geral
Messias reagiu às publicações e cobrou de Marinho uma explicação sobre o destino do dinheiro relacionado ao caso. “Já que seu candidato não consegue explicar o destino da grana, faz essa gentileza para todo o Brasil”, escreveu.
A relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro voltou ao debate eleitoral por causa das negociações para financiar Dark Horse. O senador tratou com o empresário de repasses de R$ 134 milhões para a produção. Desse total, cerca de R$ 65 milhões foram pagos pelo fundo Havengate Development, dos Estados Unidos.
A Polícia Federal apura se parte desse dinheiro foi usada para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua permanência nos Estados Unidos. Eduardo negou ter recebido valores de Vorcaro por meio do fundo. Flávio afirmou que os recursos foram aplicados “integralmente” no filme.








