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Política

Messias cita título do Sport em 1987 para defender futebol sem apostas

Advogado-geral da União afirmou que o clube pernambucano venceu o Flamengo antes da existência das bets e defendeu um futebol sem influência delas.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, citou o título do Sport Club do Recife no Campeonato Brasileiro de 1987 para defender um futebol sem influência das apostas esportivas. A declaração ocorreu nesta 4ª feira (1º.out.2026), durante cerimônia no Palácio do Planalto sobre o acordo para regularizar o uso do terreno do Centro de Treinamento Rei Pelé, do Santos.

Messias afirmou que o Sport venceu o Flamengo antes da existência das bets. Ele usou o episódio para defender um modelo que valorize atletas, categorias de base e ações sociais. Na fala, mencionou Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e torcedora do Flamengo.

“Quando o meu Sport foi campeão em 87 contra o Flamengo da Esther, não tinha bet”, disse o advogado-geral da União.

Disputa pelo campeonato de 1987

O título daquele ano é alvo de uma disputa entre Sport e Flamengo. A Confederação Brasileira de Futebol reconhece oficialmente o clube pernambucano como campeão.

O campeonato foi dividido em 2 módulos. Flamengo e Internacional venceram o Módulo Verde, enquanto Sport e Guarani ficaram nas primeiras posições do Módulo Amarelo. O regulamento previa um quadrangular com os 2 primeiros colocados de cada grupo, mas Flamengo e Internacional não participaram.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal. Em 2017, a 1ª Turma manteve a decisão que reconheceu o Sport como único campeão brasileiro daquele ano. Em 2024, a 2ª Turma confirmou o entendimento ao negar um recurso do Flamengo.

Messias também citou o pentacampeonato mundial da seleção brasileira para dizer que o futebol nacional conquistou títulos antes da popularização das apostas. “Quando nós fomos pentacampeões, nós não precisávamos de bets para financiar o futebol brasileiro”, afirmou.

O ministro do Esporte, Paulo Henrique, disse que o futebol deve contribuir para o desenvolvimento social “sem a contaminação das bets”.

Acordo sobre o CT Rei Pelé

O acordo assinado pelo governo federal e pelo Santos regulariza o uso do terreno onde funciona o CT Rei Pelé, em Santos (SP). O imóvel pertence à União, e a cessão onerosa ao clube terá duração de 20 anos, com possibilidade de renovação.

A disputa começou em 2017, após o Ministério Público Federal questionar uma cessão não onerosa feita ao Santos. De acordo com Esther Dweck, a negociação foi concluída em 2 meses na Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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