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Política

Modelos estimam perdas financeiras evitadas por medidas de segurança industrial

Metodologia da PUC-Rio usa registros do setor de petróleo e gás para comparar custos de prevenção e impactos potenciais de acidentes.

Modelos estimam perdas financeiras evitadas por medidas de segurança industrial

Uma metodologia desenvolvida por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) permite estimar financeiramente os efeitos de acidentes industriais e comparar estratégias para reduzir riscos. O método foi testado com registros de uma unidade operacional da indústria de petróleo e gás.

Os incidentes foram organizados conforme a gravidade e os possíveis danos a pessoas e ao patrimônio. Com esses dados, os pesquisadores criaram modelos para calcular o valor das perdas que podem ser evitadas por diferentes medidas de segurança.

A pesquisa recebeu contribuições do Cenpes, centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Petrobras, e da Faperj, instituição de apoio à pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.

Como a prevenção entra na conta

Em investimentos como máquinas, obras ou novas operações, o retorno costuma ser associado a resultados observáveis. Na prevenção, o resultado esperado é que o acidente não ocorra. Os modelos procuram atribuir valor econômico à redução da probabilidade e dos impactos de uma ocorrência.

A ferramenta permite comparar o custo de implantação de medidas com a estimativa de perdas associadas aos riscos. Também pode ajudar a avaliar se a adoção conjunta de ações tem potencial maior de redução de danos do que a aplicação de medidas isoladas.

O cálculo pode incluir mais do que o reparo de estruturas. Entre os componentes possíveis estão impactos ambientais, indenizações, perdas de produção, danos à imagem da empresa e efeitos econômicos sobre terceiros.

Exemplo na Baía de Guanabara

O vazamento registrado em janeiro de 2000 na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, mostra como um acidente pode afetar áreas e grupos além da empresa. Cerca de 1,29 milhão de litros de óleo combustível foram despejados depois do rompimento de um oleoduto. A mancha alcançou aproximadamente 40 km² e atingiu manguezais, praias e áreas de proteção ambiental. Pescadores artesanais também foram prejudicados.

A quantificação financeira não substitui normas, fiscalização nem as obrigações de proteção à vida. A proposta é oferecer aos gestores um recurso adicional para decidir entre estratégias de prevenção.

Embora tenha sido construída com dados do petróleo e gás, a metodologia pode ser avaliada em mineração, indústria química, siderurgia, energia e transporte. Os pesquisadores apontam, porém, que os modelos foram elaborados a partir de uma única unidade operacional. Novos estudos são necessários para verificar o uso em outras empresas e setores.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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