O partido Novo prepara nove medidas contra a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reintegrou Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e Leandro Almada à Diretoria de Inteligência Policial.
Entre as iniciativas estão uma reclamação constitucional para que o caso seja distribuído ao ministro André Mendonça, um pedido de impeachment e uma notícia-crime contra Dino. A legenda também anunciou pedidos de suspensão da decisão a Edson Fachin, de suspeição e impedimento de Dino, de mandado de segurança e de suspensão de liminar.
O conjunto inclui ainda uma petição para retirar o sigilo do pedido apresentado por Andrei e uma solicitação para investigar relatórios de inteligência da PF mencionados por Alexandre de Moraes ao questionar a atuação de Mendonça.
A reclamação constitucional pretende fazer prevalecer a decisão anterior de Mendonça, que havia determinado o afastamento cautelar de Andrei e Almada. O Novo contesta o fato de a reintegração ter sido determinada em um processo sigiloso que não tratava diretamente do caso Master. A ação estava relacionada ao acesso a provas sobre a aplicação de emendas parlamentares em empresas envolvidas na produção do filme Dark Horse.
O presidente do partido, Eduardo Ribeiro, chamou atenção para a estratégia usada no pedido. A petição foi protocolada em 28 de agosto, antes da nova etapa da crise. Andrei argumentou que o afastamento atrasaria o cumprimento da ordem para a Polícia Civil do Estado de São Paulo entregar materiais coletados nas investigações. Dino acolheu a justificativa.
Na decisão, Dino também afirmou que o Novo não teria legitimidade para pedir o afastamento. O ministro citou o Código de Processo Penal e disse que o partido é “direta e imediatamente interessado na suposta medida cautelar”, por ter lançado Romeu Zema à disputa pela Presidência.
Dino questionou ainda a atuação de Mendonça e afirmou que o procedimento aberto por Fachin retiraria do ministro o poder de determinar o afastamento. Também mencionou uma reunião entre Mendonça e Daniel Vorcaro, realizada em março de 2025, antes da primeira fase das investigações, sobre um julgamento relacionado a precatórios. Dino disse que o episódio exige “moderação, equilíbrio e prudência”.








