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Política

Origem prevê investir US$ 200 milhões para ampliar estocagem de gás no Brasil

Projeto em Alagoas usará reservatórios depletados e pode começar a expansão em 2029, conforme a demanda do mercado.

Origem prevê investir US$ 200 milhões para ampliar estocagem de gás no Brasil

A Origem Energia estima investir mais US$ 200 milhões em etapas futuras de um projeto de estocagem subterrânea de gás natural no Polo de Pilar, em Alagoas. A empresa já aplicou cerca de R$ 100 milhões na adaptação da infraestrutura inicial e prevê que o piloto alcance a capacidade plena até o fim de 2028.

A expansão deve começar a operar a partir de 2029 e pode avançar de 2030 a 2032. O empreendimento depende de licenciamento ambiental, que a companhia espera obter até o fim de 2026.

Estrutura reaproveitada

O projeto utilizará 4 reservatórios depletados, estruturas que deixaram de ser usadas na produção. A Origem adaptou instalações compradas da Petrobras em 2021, em uma área que ainda possui outros reservatórios produtivos.

A empresa também poderá avaliar cerca de 500 zonas já declaradas depletadas na região. Parte da infraestrutura existente foi aproveitada porque a Petrobras realizava reinjeção de gás no local. Poços, compressores e linhas passaram por adaptações para a nova atividade.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis autorizou o projeto em dezembro de 2025. Como não há empreendimento semelhante em operação no país, a ANP adotou uma regulamentação experimental.

Serviço para o mercado

A estocagem permite guardar gás quando a oferta supera a demanda e devolvê-lo ao sistema em períodos de maior consumo. A Origem pretende usar parte da estrutura para o próprio gás e vender capacidade a terceiros.

O projeto é conduzido por Anderson Bastos, diretor de estocagem da companhia. Ele afirma que o armazenamento pode dar aos comercializadores uma garantia física de disponibilidade, conhecida no setor como lastro, mesmo quando produção e consumo não coincidem no tempo.

A necessidade de flexibilidade aumenta com a abertura do mercado de gás natural, impulsionada pela aprovação da Nova Lei do Gás em 2021. Entre as alternativas atuais para lidar com oscilações estão os terminais de GNL, que importam gás liquefeito e fazem a regaseificação quando necessário.

Capacidade negociada

No piloto, a Origem pretende negociar bilateralmente a capacidade de armazenamento, seguindo regras de transparência e tratamento isonômico estabelecidas pela ANP. Com a maturidade do mercado, o modelo poderá incluir chamadas públicas periódicas, conhecidas como open seasons.

A sócia-diretora da Prysma E&T Consultores e ex-diretora executiva de gás natural do IBP, Sylvie D’Apote, afirma que reservatórios depletados podem oferecer maior capacidade, embora operem com ciclos mais lentos. A estrutura modular do projeto permitiria incorporar novos reservatórios gradualmente, conforme a resposta do mercado.

O gás armazenado não precisa pertencer à empresa responsável pela infraestrutura. Em mercados mais maduros, o proprietário vende o serviço de armazenamento, enquanto o cliente mantém a propriedade do gás e decide quando injetá-lo ou retirá-lo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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