O governo da China defendeu as eleições brasileiras previstas para o próximo mês e destacou a relação entre os presidentes Xi Jinping e Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada nesta quinta-feira (17/9) pelo porta-voz da chancelaria chinesa, Guo Jia-kun.
Questionado sobre ações recentes dos Estados Unidos contra o Brasil que poderiam afetar o pleito, o porta-voz afirmou que a China mantém o princípio de não interferência em assuntos internos. Entre os temas apresentados pelos repórteres estavam críticas do governo de Donald Trump à atuação da gestão Lula no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), classificados por Washington como organizações terroristas.
“A China sempre aderiu ao princípio da não interferência em assuntos internos”, disse Guo Jia-kun. Em seguida, ele desejou que as eleições gerais brasileiras tenham uma conclusão bem-sucedida.
Relação entre os governos
O porta-voz também comentou a visita de Celso Amorim, assessor especial de Lula para assuntos internacionais, à China. Durante a viagem, o diplomata entregou ao presidente Xi Jinping uma carta de Lula sobre temas ligados às relações entre Brasília e Pequim.
Na mensagem, o presidente brasileiro afirmou que a relação bilateral passou de uma parceria estratégica abrangente para uma comunidade com um futuro compartilhado. Lula também destacou a comunicação frequente com Xi Jinping e classificou essa interação como demonstração do alto nível de confiança política mútua entre os dois países.
A manifestação chinesa ocorreu após declarações de Lula sobre possíveis interferências dos Estados Unidos nas eleições deste ano. O governo brasileiro avalia que medidas da gestão Trump podem influenciar o pleito.
Nessa quarta-feira (16/9), Lula afirmou ter alertado Trump para não interferir no processo eleitoral do Brasil. O Ministério das Relações Exteriores indicou ainda que o presidente deve defender a não interferência estrangeira em assuntos internos durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.








