A Polícia Federal identificou uma conversa em que um integrante de A Turma avaliou negativamente a saída do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, da relatoria do caso Master. O grupo é investigado por supostamente receber pagamentos de Daniel Vorcaro para obter informações sigilosas e intimidar pessoas.
A conversa ocorreu entre Bruno Correa Lopes, apontado como responsável por comprar imóveis e intermediar negócios da família Vorcaro, e Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo. Os dois também são investigados na operação Compliance Zero.
Em 27 de fevereiro de 2026, Manolo enviou a Bruno um link sobre supostos desvios de Daniel e Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master. Na sequência, Bruno falou sobre cobranças e sobre a venda de imóveis da família por valores inferiores aos considerados anteriormente.
Depois, Bruno compartilhou um link sobre a CPI do INSS e comentou a mudança na relatoria do caso. “Está piorando muito rápido agora que saiu o Toffoli”, escreveu.
Mudança no Supremo
Dias Toffoli relatou o caso Master no Supremo até 12 de fevereiro de 2026. André Mendonça assumiu a relatoria após sorteio, depois de 3 meses de atuação de Toffoli no caso, período marcado por embates com a Polícia Federal.
A relatoria de Toffoli havia sido criticada por sua relação com o resort Tayayá. Os irmãos e um primo do ministro foram acionistas do empreendimento. Fabiano Zettel, pastor, empresário e cunhado de Vorcaro, é dono de um dos fundos que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort.
Zettel teria adquirido a cota por R$ 6,6 milhões e, depois, usado o fundo para investir mais R$ 20 milhões no empreendimento.
Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que o ministro nunca recebeu valores de Vorcaro ou de Zettel. Também declarou que ele desconhece o gestor do Fundo Arleen e que jamais teve relação de amizade ou amizade íntima com Daniel Vorcaro.








