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Política

Protestos liderados por jovens derrubaram governo do Nepal em 2025

Revolta começou após bloqueio de 26 plataformas digitais e foi alimentada por denúncias de corrupção, nepotismo e falta de oportunidades.

Protestos liderados por jovens derrubaram governo do Nepal em 2025

Protestos liderados principalmente por jovens derrubaram, em setembro de 2025, o governo do então primeiro-ministro do Nepal, K.P. Sharma Oli. A mobilização foi impulsionada por denúncias de corrupção, nepotismo, desigualdade econômica, falta de oportunidades e pela decisão de bloquear 26 redes sociais e aplicativos de mensagens.

O tema voltou ao debate político brasileiro na terça-feira (15), enquanto o Supremo Tribunal Federal discutia se abriria caminho para uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master. “Nepal” ficou entre os assuntos mais comentados no X no Brasil, e publicações compararam a revolta no país asiático a uma possível reação contra o que seus autores classificavam como impunidade no Brasil.

O julgamento no STF foi interrompido depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino. O caso envolvendo Moraes não chegou a ser analisado.

Bloqueio das redes sociais

Em 4 de setembro de 2025, o governo de Oli determinou o bloqueio de 26 plataformas digitais que não haviam cumprido a exigência de se registrar no país e nomear representantes locais. Facebook, Instagram, WhatsApp, YouTube, LinkedIn, Reddit, Signal e Snapchat estavam entre os serviços afetados.

As autoridades disseram que a medida buscava combater “notícias falsas, discursos de ódio, crimes digitais e outros usos ilegais das plataformas”. Manifestantes e organizações de defesa dos direitos humanos afirmaram, porém, que o bloqueio restringia a liberdade de expressão e atingia redes usadas para denunciar integrantes da elite política.

A insatisfação já vinha crescendo entre os jovens nepaleses. Imagens e vídeos publicados nas redes mostravam o estilo de vida de filhos de integrantes da elite política e econômica. A campanha usava a expressão “Nepo Baby” para se referir a pessoas que seriam beneficiadas pelas conexões familiares.

Queda do governo

Em 8 de setembro, milhares de jovens marcharam em direção ao Parlamento, em Katmandu. A polícia usou gás lacrimogêneo, canhões de água e munição real. Pelo menos 19 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. No dia seguinte, Oli renunciou.

A repressão ampliou os protestos, que evoluíram para episódios de violência e incêndios contra prédios públicos, incluindo o Parlamento e a Suprema Corte. Dias depois do início da mobilização, o governo recuou do bloqueio das redes, mas os atos continuaram até a queda do governo comunista.

A ex-presidente da Suprema Corte Sushila Karki foi escolhida para comandar uma administração provisória, com a missão de realizar novas eleições. Em março deste ano, o Rastriya Swatantra Party (RSP), ligado ao ex-prefeito de Katmandu Balendra Shah, conquistou 182 das 275 cadeiras do Parlamento.

Durante uma coletiva em Washington nesta quinta-feira (17), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro citou o Nepal ao comentar as tensões políticas envolvendo o STF. Ele pediu que a direita não repetisse no Brasil o caminho dos manifestantes nepaleses: “O caminho não é ir pra rua agora, não é fazer igual o Nepal”. Eduardo defendeu que a resposta ocorra nas urnas em 4 de outubro e disse que episódios de desordem poderiam provocar uma situação semelhante à do 8 de janeiro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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