Um relatório da Polícia Federal registra que Daniel Vorcaro ameaçou colocar um site em um “processo fake news” após se irritar com uma publicação desfavorável ao Banco Master. As mensagens também indicam uma promessa de filtro para impedir títulos com menções ao banqueiro ou à instituição, mediante pagamento mensal de R$ 50 mil.
Os documentos do caso Master foram tornados públicos na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, após solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin. O relatório não esclarece se a expressão usada por Vorcaro se referia ao inquérito das fake news.
As mensagens foram trocadas em 2024, período em que, conforme a cronologia dos relatórios, Vorcaro se aproximava do ministro Alexandre de Moraes por meio do escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci. Outro relatório sobre a quebra de sigilos aponta que o escritório receberia R$ 131 milhões.
Mensagens sobre a retirada do conteúdo
Vorcaro enviou a publicação a Felipe Mourão, conhecido como Sicário, e afirmou: “Esses caras não são sérios, vamos pra cima”. Depois, escreveu que era necessário retirar o conteúdo e disse: “Achei que tinha parceria. E tinhamos comprado os caras.”
Mourão informou que a publicação havia deixado de estar disponível e que seu contato no site faria um filtro para impedir novos títulos com menções ao Banco Master. Em seguida, Vorcaro pediu que fosse avaliado um pagamento mensal à redação e escreveu: “Veja um valor mensal. Não pode sair uma frase com meu nome ou Master”.
O inquérito das fake news passou à relatoria de Fachin após a escalada da crise. Em curso há sete anos, o procedimento é alvo de críticas por sua duração e pela proximidade com a atividade investigativa. Um processo que pode levar à investigação formal de Moraes será analisado pelo plenário em sessão presencial extraordinária na próxima terça-feira (15).








