O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) propôs um debate direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (3.out.2026). Ele afirmou que apoiará o adversário ainda no 1º turno caso seja derrotado no encontro e que não exigirá nada se vencer.
“Se o Flávio vencer, eu reconheço na hora, retiro oficialmente a minha candidatura e declaro apoio a ele ainda no 1º turno”, declarou Renan. Ele disse que pretende discutir propostas, sem abordar os “escândalos” relacionados ao senador.
O desafio ocorreu nesta 6ª feira (2.out.2026), um dia depois do cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela Globo. Flávio havia comunicado que não participaria e classificou como “censura” uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
Decisões judiciais
A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha, do TSE. Ela impediu a exibição do púlpito destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já havia informado que não iria ao debate. A magistrada também interrompeu a regra que autorizava os candidatos presentes a fazer perguntas ao participante ausente.
Antes do encontro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Renan fosse incluído entre os participantes. O candidato do Missão não estava na lista inicial de convidados.
A Globo cancelou o debate e apontou “insegurança jurídica” causada pelas decisões judiciais tomadas no último momento.
Ao fazer a proposta, Renan afirmou que aceitaria discutir em qualquer local e horário. “Eu quero debater ideias”, disse. Sobre uma eventual vitória, declarou que não pediria cargos nem outras condições ao senador.








