SÃO PAULO — O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) votou na manhã deste domingo em uma escola na Zona Sul de São Paulo. Na saída, criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que a situação seria um sintoma do pior momento político do país.
Renan também disse que a eleição foi marcada por mudanças constantes e pela falta de debates e discussões sobre as propostas dos candidatos que lideraram as pesquisas. Para ele, a judicialização tornou o processo a eleição mais estranha desde a redemocratização, iniciada com a eleição de 1989.
“Desqualificado, covarde e burro”, afirmou Renan ao se referir a Flávio Bolsonaro. O candidato do Missão também questionou a motivação dos eleitores do adversário e relacionou a candidatura ao fato de Flávio ser filho do presidente Lula.
Críticas aos debates
Renan avaliou que a ausência de debates prejudicou a discussão de propostas. Em meio a decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a participação de candidatos e à presença de um púlpito vazio destinado ao presidente Lula (PT), a TV Globo cancelou o debate do primeiro turno, previsto para quinta-feira.
Para o candidato, a falta de discussões produziu uma eleição vazia. Ele afirmou que as principais forças políticas teriam medo do surgimento de um outsider capaz de questionar escândalos de corrupção.
Renan disse ainda que sua campanha trabalhou para combater a ideia de voto útil, estratégia usada para concentrar votos nos candidatos mais competitivos, em prejuízo dos nomes menos bem colocados nas pesquisas.








