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Política

Reunião do governo com clubes sobre bets é remarcada

Ministério do Esporte atribui adiamento a horários de voos; clubes haviam articulado não enviar representantes ao encontro.

Reunião do governo com clubes sobre bets é remarcada

O governo adiou a reunião com clubes de futebol que discutiria os impactos da proibição de bets no Brasil. O encontro estava previsto para 3ª feira (29.set), em Brasília, mas ainda não há nova data ou horário. A definição caberá à CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, assinou o ofício do adiamento em 2ª feira (28.set.2026). O Ministério do Esporte informou que a mudança considera a proximidade da data original e os horários disponíveis para os voos dos participantes. A pasta disse que pretende ampliar a presença dos clubes.

Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Santos e São Paulo não planejavam enviar representantes. O adiamento ocorreu após dirigentes articularem um boicote ao encontro, embora integrantes do governo avaliassem que não havia clima para a reunião.

A discussão foi organizada para tratar principalmente da perda de receitas com o fim dos patrocínios de casas de apostas. Quando a reunião for remarcada, devem participar representantes da CBF e dos ministérios do Esporte, da Fazenda e do Planejamento.

O Palmeiras declarou estar aberto ao diálogo com o governo federal, mas avaliou que o período próximo às eleições de 4 de outubro não é adequado para o encontro. O clube também afirmou que o tema é complexo e exige análise mais detalhada dos impactos.

O Corinthians deve participar. O clube negocia com a Caixa Econômica Federal questões sobre a dívida da Neo Química Arena e busca manter o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, torcedor declarado da equipe, próximo das tratativas.

Em 2025, as bets pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país. O montante representou cerca de 36% da receita de marketing dessas equipes, conforme levantamento da Sports Value.

A medida provisória prevê o bloqueio de sites e aplicativos de apostas no país a partir de 6 de outubro. Os apostadores poderão retirar voluntariamente os valores disponíveis até as 23h59 de 5 de outubro.

Além da MP, o governo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto que cria crimes ligados às apostas de quota fixa. A proposta prevê reclusão de 4 a 6 anos e multa para atividades como explorar, operar, oferecer, receber, registrar ou intermediar apostas, inclusive quando houver autorização de autoridade estrangeira. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da República.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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