Ricardo Salles (Novo-SP), candidato ao Senado por São Paulo, defendeu que patrões e empregados tenham autonomia para estabelecer as condições de contratação. A posição foi apresentada em debate realizado na 2ª feira (21.set.2026), no qual ele também rejeitou o fim da escala 6 X 1.
Salles afirmou que votou contra a mudança e que repetiria a decisão. Para ele, a definição dos termos do trabalho deveria considerar diferentes formatos, como contratação por tarefa, por dia ou por hora.
“Obviamente, eu votei contra e votaria contra novamente, porque eu sou a favor da flexibilização”, declarou o candidato.
Críticas à proposta
A manifestação ocorreu após Marina Silva questionar Salles sobre o voto contrário ao fim da escala. Ela disse que havia apoiado a medida quando era deputada federal e que pretende retomar o tema se for eleita senadora.
Salles classificou a proposta como eleitoreira e afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria explorando o assunto sem apresentar estudo de impacto econômico. O candidato também disse que uma eventual redução na oferta de empregos poderia atingir trabalhadores, independentemente do modelo de jornada adotado.
No debate, participaram ainda Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL) e Simone Tebet (PSB), além de Marina Silva (Rede).
Salles também criticou o que chamou de “mentalidade” de esquerda. Ao mencionar Cuba, Venezuela, Argentina e Coreia do Norte, afirmou que esse modelo teria fracassado e acusou seus defensores de quererem repeti-lo no Brasil.
Em outro momento, o candidato se posicionou contra a intervenção do Estado nas relações entre empresas e trabalhadores. Ele associou o excesso de interferência governamental a dificuldades para o setor privado e mencionou o Bolsa Família ao criticar essa atuação.








