A composição do Senado a partir de fevereiro de 2027 terá maioria de parlamentares alinhados à direita. O 1º turno das eleições gerais, realizado neste domingo (4.out.2026), definiu 54 novas cadeiras, e 33 delas foram conquistadas por nomes classificados nessa orientação ideológica.
O PL elegeu 19 senadores, seguido pelo MDB, com 7, e pelo PT, com 6. Considerando a orientação política dos eleitos, a nova legislatura terá 33 senadores mais à direita, 19 mais à esquerda e 2 mais ao centro.
Os novos parlamentares se juntarão aos 27 senadores eleitos em 2022, que permanecerão no cargo até 2031. Entre eles, 16 são classificados como mais à direita, 8 como mais à esquerda e 3 como mais ao centro.
Maioria e impeachment
Com a soma dos senadores que entram e dos que permanecem, a Casa deverá ter 49 integrantes mais à direita, 27 mais à esquerda e 5 mais ao centro. O número supera os 41 votos exigidos para aprovar matérias por maioria absoluta.
Uma proposta de emenda à Constituição exige 49 votos, equivalentes a três quintos dos 81 integrantes do Senado, em 2 turnos. Para condenar um juiz do Supremo em julgamento de impeachment, são necessários 54 votos, ou 2/3 da Casa. Assim, a bancada de direita não alcança sozinha esse quórum.
Disputa pelo comando do Congresso
A nova correlação de forças também deverá influenciar a tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Congresso. O senador fez acenos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provocou reação entre bolsonaristas.
Na 6ª feira (2.out), 2 dias antes do 1º turno, Alcolumbre pautou a PEC do fim da escala 6 X 1, apresentada como uma das prioridades do governo na eleição. Em outro episódio, defendeu Alexandre de Moraes nas conversas do magistrado com Daniel Vorcaro.
Na ocasião, Alcolumbre mencionou o pedido de R$ 130 milhões feito por Flávio Bolsonaro ao banqueiro para patrocinar o filme “Dark Horse”, sobre seu pai. Flávio Bolsonaro terminou o 1º turno em 1º lugar.








