O PT aposta em ex-ministros dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, candidatas mulheres, senadores que buscam a reeleição e lideranças regionais na disputa pelo Senado nas eleições deste domingo (4).
Entre os principais desafios está a tentativa de reeleger Jaques Wagner na Bahia. O senador foi investigado por relações com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Wagner foi um dos principais secretários estaduais de Rui Costa, que integra a chapa petista ao Senado na Bahia. Lima participou da privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela rede Cesta do Povo.
Nomes do partido
Gleisi Hoffmann, deputada federal pelo Paraná, foi presidente nacional do PT entre 2017 e 2025 e ocupou a Casa Civil no governo Dilma Rousseff. Em 2025, assumiu o Ministério das Relações Institucionais do governo Lula. Deixou o cargo neste ano para concorrer ao Senado pelo Paraná, em uma candidatura indicada por Lula.
Benedita da Silva, ex-senadora e ex-governadora do Rio de Janeiro, foi ministra da Assistência e Promoção Social no primeiro governo Lula. Em 2026, disputa novamente uma vaga ao Senado pelo Rio.
Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e ex-deputada estadual, concorre ao Senado por Minas Gerais. Filiada ao PT desde a década de 1980, é apontada como a principal liderança petista no estado.
Fabiano Contarato, delegado de polícia e professor universitário, foi eleito senador em 2018 pela Rede Sustentabilidade e depois se filiou ao PT. Em 2026, busca a reeleição pelo Espírito Santo. Ele presidiu a CPI do Crime Organizado, concluída em 2026 sem aprovação do relatório final.
Além de Wagner e Rui Costa, a relação inclui Humberto Costa, que chegou ao Senado em 2011 e foi ministro da Saúde no primeiro governo Lula; Eliziane Gama, que passou pelo PPS, pelo Cidadania, pelo PSD e pelo PT; Randolfe Rodrigues, senador pelo Amapá desde 2010; e Jorge Viana, ex-prefeito de Rio Branco, ex-governador do Acre e ex-senador.
Rui Costa foi governador da Bahia de 2015 a 2022 e ocupou a Casa Civil do governo Lula de 2023 a 2025. Humberto Costa exerce o segundo mandato e disputa nova eleição em 2026. Randolfe concorre novamente ao Senado pelo Amapá.








