BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral substituiu 1.121 urnas eletrônicas durante as eleições de 2026, informou neste domingo (4.out.2026) o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. O número corresponde a 0,2% dos equipamentos até o início da tarde.
Durante coletiva na sede do TSE, em Brasília, Nunes Marques afirmou que a votação seguia de forma positiva. Ele atribuiu o resultado à preparação iniciada antes do período eleitoral e chamou o dia de votação de “a festa da democracia”.
O ministro também citou o trabalho da ministra Cármen Lúcia, sua antecessora no comando do tribunal. Segundo ele, a organização das eleições de 2026 começou durante a gestão dela, e o resultado deveria ser compartilhado com a ministra e com os servidores da Justiça Eleitoral.
e-Título e acessibilidade
O aplicativo e-Título foi usado de forma ampla pela 1ª vez no dia da eleição. No sábado (3.out.2026), a plataforma registrou mais de 6 milhões de downloads e número equivalente de consultas aos locais de votação. O sistema também permitiu mais de 3 milhões de justificativas eleitorais, o que reduziu o tamanho das filas nas seções.
A Justiça Eleitoral transportou mais de 2.000 eleitores com mobilidade reduzida e mais de 8.000 moradores de comunidades remotas. Entre os atendidos estavam indígenas e quilombolas.
Desinformação e energia
O SIAD, Sistema Integrado de Alertas sobre Desinformação, contabilizou 453 ocorrências até as 13h deste domingo (4.out). Desde 16 de agosto, foram 2.800 registros. Nunes Marques afirmou que não foram identificados casos relevantes de deepfakes produzidos por candidatos.
O presidente do TSE também avaliou positivamente a criação da Sala Climática da Justiça Eleitoral para reduzir os efeitos do El Niño. As principais ocorrências de falta de energia foram registradas no Paraná, onde chuvas e ventos fortes atingiram 94 municípios. Segundo o ministro, geradores e baterias nas urnas garantiram a continuidade da votação.








