ARAXÁ — O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo-MG) será alvo de apuração do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) por ter levado o celular à cabine de votação. A legislação eleitoral proíbe a entrada com o aparelho.
O presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que o caso precisa ser analisado antes de uma decisão final. Para ele, a conduta é irregular, caracteriza crime e pode gerar pena de detenção.
Zema afirmou que entrou com o telefone por hábito e que ninguém o avisou sobre a proibição. Segundo o candidato, o aparelho não foi usado para fotografar ou realizar qualquer outra ação durante a votação. A cola, disse ele, estava em papel.
Durante a votação, em uma escola de Araxá, o ex-governador de Minas Gerais também fez críticas ao Poder Judiciário. Ele afirmou que já responde a um processo do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e que continuará denunciando o que considera errado.
Zema declarou estar tranquilo com a eleição e disse ter eleitores em todo o país. A afirmação ocorreu após aliados manifestarem apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), situação que abriu a possibilidade de desistência da candidatura.
O candidato também criticou decisões da Justiça Eleitoral envolvendo Deltan Dallagnol, candidato do Paraná ao Senado. Dallagnol teve a candidatura cassada e restabelecida na manhã deste domingo (4).
Zema afirmou que o Judiciário estaria sendo usado para beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT. Também questionou se as decisões teriam relação com a candidatura de Gleisi Hoffmann, que, segundo ele, ocupava o terceiro ou o quarto lugar.
O candidato acompanhará a apuração em Belo Horizonte, ao lado de familiares e aliados, no final da tarde.








