ARAXÁ — O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou a ação criminal apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) após ele entrar com um celular na cabine de votação em Araxá (MG). O episódio ocorreu neste domingo (4.out.2026).
Em uma publicação no X, o ex-governador de Minas Gerais relacionou o caso à ferramenta de consulta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chamada “Colinha Virtual”. Zema afirmou que a orientação para usar uma colinha em papel deveria ser compatível com a ferramenta oferecida pelo tribunal.
“Engraçado. O TSE cria uma ferramenta chamada ‘Colinha Virtual’, a gente usa e o MPE ajuíza uma ação CRIMINAL contra mim porque usei o celular”, escreveu o candidato. Na mesma publicação, ele ironizou a situação e mencionou a possibilidade de ter levado um aparelho que não fosse seu.
Zema votou por volta das 9h e foi filmado com o celular diante da urna. Após a votação, disse que não havia sido alertado pelos mesários sobre a regra. Também afirmou que não fotografou nem fez registros na cabine e que entregaria o aparelho caso tivesse sido avisado. Segundo ele, havia levado uma colinha em papel.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Rodolfo Pacheco, confirmou a apresentação da ação em uma coletiva a jornalistas. Ele informou que ainda não há data marcada para o julgamento.
As regras da Justiça Eleitoral proíbem o uso de celular, câmera ou outro equipamento que possa comprometer o sigilo do voto dentro da cabine, mesmo quando o aparelho está desligado. O celular deve ser deixado no local indicado pelos mesários antes da votação.
O TSE recomenda que os eleitores levem em papel os números dos candidatos. O TRE-MG informou que o episódio será analisado pela Justiça Eleitoral.








