Romeu Zema (Novo) criticou, nesta 5ª feira (1º.out.2026), a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo. O programa foi cancelado depois que a emissora recebeu duas intimações judiciais poucas horas antes do horário previsto.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema afirmou que a mudança na lista de participantes ocorreu perto do início do encontro e classificou a decisão como um “desrespeito total” às leis. O candidato também disse que o Judiciário brasileiro se tornou uma “bagunça” e mencionou insegurança jurídica.
A decisão de Gilmar Mendes foi tomada após a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro determinou que Renan ocupasse a vaga aberta. Depois da determinação, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que não participaria do debate. O senador citou “censura” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de insegurança jurídica, interferência jurídica nas eleições e desequilíbrio na disputa.
Decisões judiciais
A determinação de Gilmar contrariou decisão anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Na 4ª feira (30.set), Nunes Marques havia rejeitado o pedido do Missão para garantir a presença de Renan. O ministro afirmou que o partido não alcançava o mínimo de 5 congressistas previsto na legislação para assegurar a participação de um candidato em debates.
O Missão argumentou que Renan poderia ocupar a vaga por causa de seu desempenho nas pesquisas. Nunes Marques respondeu que as regras definidas pela TV Globo permitiam um convite ao candidato, mas não estabeleciam participação automática.
A situação de Zema era diferente. O TSE reconheceu que o Novo já tinha os 5 deputados federais exigidos pela legislação antes do marco temporal de 20 de julho. Na 3ª feira (29.set), Nunes Marques havia determinado a inclusão de candidatos do partido nos debates eleitorais.
O encontro estava marcado para 21h30. Antes das decisões judiciais, estavam previstos Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema. Lula havia sido convidado, mas decidiu não comparecer. Zema afirmou ainda que os “intocáveis” estariam acima dos brasileiros e declarou que o dia 4 traria uma resposta nas urnas.








