SÃO PAULO — O ativista Thiago de Ávila colou um adesivo sobre a placa da rua Estado de Israel, em São Paulo, neste domingo (20). A intervenção manteve o padrão visual da sinalização oficial e passou a identificar o local como “Palestina Livre, do rio ao mar”. O slogan é considerado antissemita e associado ao Hamas.
Ávila afirmou que a ação marcou um ano do que chamou de falso cessar-fogo na Faixa de Gaza. O cessar-fogo foi oficialmente anunciado em 10 de outubro do ano passado por Benjamin Netanyahu. Em uma publicação no X, o ativista escreveu que a ajuda humanitária continua impedida de entrar na região e acusou Israel de roubar terras.
O ativista é candidato a deputado federal pela Rede Sustentabilidade, partido de André Janones e Marina Silva, que integra a base do governo Lula. Ele também instalou seu comitê de campanha em Higienópolis, bairro paulistano com presença expressiva da comunidade judaica.
Reação
A vereadora e candidata Cris Monteiro (NOVO) divulgou o registro da ação nas redes sociais e afirmou que pretende recorrer à Justiça. “Qual a necessidade de fazer campanha com provocações infinitas contra uma comunidade?”, questionou.
A frase “do rio ao mar” é considerada antissemita por organizações como o American Jewish Committee (AJC), que associam o slogan à defesa de uma Palestina que incluiria a destruição do Estado de Israel. O uso da expressão é proibido na Alemanha e na Austrália quando aparece em manifestações de apoio ao Hamas.
Thiago de Ávila ficou conhecido por participar, ao lado de Greta Thunberg, de missões da chamada Flotilha da Liberdade, apresentadas como ações para levar mantimentos ao povo palestino. Ele foi detido e mantido preso em Israel. O Hamas controla a Faixa de Gaza e foi responsabilizado pelos ataques de outubro de 2023 contra Israel.








