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Saúde

Billy Joel passa por cirurgia após diagnóstico de hidrocefalia de pressão normal

Condição pode afetar memória, equilíbrio e caminhada, mas tende a responder ao tratamento quando identificada precocemente.

Billy Joel passa por cirurgia após diagnóstico de hidrocefalia de pressão normal
Foto: Instagram/Reprodução

O cantor e pianista Billy Joel, de 77 anos, passou por uma cirurgia no cérebro após ser diagnosticado com hidrocefalia de pressão normal, também chamada de hidrocefalia normobárica. Ele havia cancelado uma turnê nos Estados Unidos por causa da doença e ainda não definiu quando voltará aos palcos.

Joel afirmou à rádio SiriusXM que apresentou melhora na memória, no equilíbrio e na funcionalidade após o procedimento. “Eles fizeram um implante no meu cérebro e tudo está dando certo”, relatou.

A condição ocorre quando há acúmulo de líquido cefalorraquidiano, conhecido como líquor, nos ventrículos cerebrais. O líquido é produzido naturalmente pelo cérebro, mas sua absorção fica comprometida. Com isso, o órgão sofre compressão, embora as variações de pressão permaneçam em níveis considerados normais.

Sintomas e diagnóstico

O avanço da hidrocefalia de pressão normal costuma ser lento. Entre as manifestações estão alterações na memória e no raciocínio, dificuldade para caminhar e incontinência urinária. Como esses sinais também aparecem em quadros de demência, a doença pode ser confundida inicialmente com Alzheimer ou Parkinson.

Os episódios são mais comuns em idosos, e a investigação é importante porque a condição é rara, mas pode ser tratada e até revertida quando identificada precocemente.

A avaliação inclui exames de imagem, como ressonância magnética, análise neuropsicológica e punção para retirada do líquor. Em alguns casos, também é realizada drenagem contínua do líquido pela coluna lombar para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

O tratamento geralmente utiliza uma derivação ventrículo-peritoneal, conhecida como DVP. O procedimento instala um cateter com válvula no local onde o líquor se acumulou e conecta outro cateter à barriga, permitindo a saída do líquido e evitando que ele permaneça no cérebro.

A Cleveland Clinic informa que, se o acúmulo continuar, o cérebro pode começar a ser comprimido e ceder. Quando essa compressão dura muito tempo, a pressão pode danificar ou destruir permanentemente o tecido cerebral.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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