CUBA — Cuba tinha 1.339 presos políticos no final de agosto, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (10) pela ONG espanhola Prisoners Defenders. O número é o maior já registrado pela organização.
De acordo com o comunicado, 19 pessoas foram presas por questões políticas no mês passado. Em 12 meses, foram 281 detenções, o maior número em três anos.
A entidade informou que 155 mulheres cumpriam penas ou medidas restritivas por motivos políticos no final do mês passado. No período de um ano, 38 menores foram detidos; 14 continuam presos.
O relatório também apontou que 463 detidos têm problemas graves de saúde. Desse total, 54 apresentam transtornos mentais graves e não recebem atendimento adequado.
A Prisoners Defenders afirmou que protestos pacíficos, denúncias de abusos, gravações de agentes do Estado e reivindicações por água e eletricidade podem levar à prisão. A ONG também relatou casos de trabalho forçado, violência e negligência médica.
Entre os exemplos citados está o de um rapaz de 16 anos, que teria sido espancado, contraído hepatite e permanecido detido com adultos. A organização também mencionou um paciente com câncer condenado a sete anos de prisão e em liberdade sob fiança, com risco de voltar à prisão enquanto precisa de tratamento.








