O Einstein Hospital Israelita informou que sofreu um ataque cibernético que permitiu o acesso não autorizado a parte de sua base de dados de pacientes. Até o momento, não foram identificadas evidências de que as informações tenham sido divulgadas ou usadas de forma indevida.
A suspeita de incidente ocorreu em 4 de agosto e o caso continua em apuração. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi notificada, e a Polícia Federal também foi informada sobre o episódio.
O hospital afirmou que adotou medidas técnicas e operacionais para confirmar o acesso, reduzir riscos e manter a assistência aos pacientes. As plataformas da instituição e os sistemas de prontuário eletrônico continuaram funcionando normalmente durante o período.
A investigação conta com peritos independentes e consultorias especializadas em segurança da informação e resposta a incidentes cibernéticos. O monitoramento permanece ativo e será mantido de forma contínua, segundo o Einstein.
Comunicação aos pacientes
Ainda não há informação sobre o número de pacientes afetados. As pessoas que tiveram dados acessados estão sendo comunicadas individualmente por e-mail. O hospital também montou uma estrutura para atender os titulares e esclarecer dúvidas.
A base acessada reúne informações pessoais, como nome, CPF e/ou data de nascimento. Os registros podem incluir dados de saúde, entre eles prescrições médicas e resultados de exames.
O Einstein informou que os dados estão armazenados de forma fragmentada e em bases descentralizadas. A apuração busca identificar e caracterizar o conteúdo acessado, que também inclui documentos avulsos, muitos sem possibilidade de identificação.
A instituição disse que o caso está sendo tratado com prioridade, com foco no apoio aos pacientes afetados e na revisão contínua dos mecanismos de proteção de dados e de segurança da informação.








