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Saúde

Estudo piloto testa dieta com menos ultraprocessados em pessoas com depressão

Pesquisa com 20 adultos encontrou pontuações menores de sintomas após quatro semanas com menos ultraprocessados, mas resultados são preliminares.

Estudo piloto testa dieta com menos ultraprocessados em pessoas com depressão

Uma pesquisa piloto encontrou pontuações menores de sintomas de depressão após um período de quatro semanas com redução no consumo de ultraprocessados. O estudo, publicado em 23 de setembro na revista JAMA Psychiatry, tinha como objetivo principal avaliar se a mudança alimentar seria viável e aceitável para pessoas com depressão e consumo elevado desses produtos.

A investigação foi liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos. Participaram 20 adultos, dos quais 19 concluíram o acompanhamento. Cada participante manteve a alimentação habitual durante quatro semanas e, em outro período de quatro semanas, consumiu menos ultraprocessados. A ordem das etapas foi sorteada.

Medicamentos, terapia, exercícios e sono deveriam permanecer estáveis durante a pesquisa. Na escala PHQ-9, uma ferramenta de rastreio rápido e autoaplicável, a média dos sintomas caiu de 8,68 no período de alimentação habitual para 5,53 durante a intervenção. Outras duas avaliações de depressão também apresentaram pontuações menores.

A comparação foi feita entre os dois períodos alimentares. Houve melhora em relação ao início do acompanhamento também durante a fase de alimentação habitual.

Como os alimentos são classificados

A classificação usada no estudo divide os alimentos em quatro categorias. A primeira reúne itens in natura, como frutas, vegetais, carnes e grãos cozidos. A segunda inclui ingredientes culinários, como farinha, açúcar, sal, óleo, temperos e fermentos.

A terceira categoria é formada por alimentos processados, geralmente produzidos com a adição de ingredientes culinários a alimentos in natura. A quarta reúne os ultraprocessados, produtos industrializados com corantes e aditivos artificiais, como refrigerantes, salgadinhos e gelatinas.

Limites da pesquisa

Estudos anteriores associam o maior consumo de ultraprocessados ao risco de depressão, mas o mecanismo que ligaria a alimentação à doença ainda não foi estabelecido.

A pesquisa teve uma amostra pequena, de apenas 19 pessoas, e o consumo alimentar foi informado pelos próprios participantes. Os resultados justificam novos estudos, mas não demonstram que a redução de ultraprocessados possa substituir o tratamento da depressão.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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