A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que o hexano, usado em algumas etapas da produção de óleos e gorduras, é retirado durante o processo e não faz parte da composição final dos biscoitos recheados.
A substância passou a ser associada a uma alegação falsa nas redes sociais sobre a presença de derivados de petróleo nesse tipo de alimento. A Anvisa esclarece que a utilização de um composto na fabricação não significa que ele esteja presente no produto pronto.
Os ingredientes informados para os biscoitos incluem farinha, açúcar, gordura, óleo, sal, fermentos, emulsificantes e aromas. Nenhum deles é classificado como derivado de petróleo pela agência. Como o hexano não integra a receita, ele também não aparece na lista de ingredientes.
Regras para o uso industrial
No Brasil, o emprego do hexano é permitido em etapas industriais, desde que siga as regras da Anvisa. A legislação admite apenas traços residuais em níveis considerados seguros, e as substâncias usadas no processo passam por análise técnica antes de serem autorizadas.
Os biscoitos não precisam de registro individual na Anvisa antes da venda. As empresas, porém, devem comunicar o início da produção ou da importação aos órgãos de vigilância sanitária.
A Anvisa também acompanha as empresas e verifica o cumprimento das regras, procedimento que, segundo a agência, mantém o controle sanitário sobre esses produtos.








