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Saúde

Metformina e dapagliflozina têm resultados semelhantes no início do diabetes tipo 2

Estudo sueco com 2.072 adultos não encontrou vantagem de um medicamento sobre o outro em pessoas sem doença cardíaca ou renal estabelecida.

Metformina e dapagliflozina têm resultados semelhantes no início do diabetes tipo 2
Foto: Olena Malik/moment/Getty Images

Um estudo sueco não encontrou diferença relevante entre metformina e dapagliflozina no tratamento inicial de adultos com diabetes tipo 2 sem doença cardiovascular ou renal estabelecida. Após 3,8 anos de acompanhamento médio, os dois medicamentos apresentaram resultados semelhantes na prevenção de complicações.

Realizado por pesquisadores das universidades de Uppsala e Lund, o estudo SMARTEST acompanhou 2.072 adultos cujo diagnóstico havia ocorrido havia menos de quatro anos. Os participantes receberam apenas um dos remédios, escolhidos por sorteio.

Um ou mais eventos avaliados — como morte, infarto, derrame, insuficiência cardíaca e complicações nos olhos, rins e pés — ocorreram em 41,3% dos participantes que usaram dapagliflozina e em 40,4% dos que receberam metformina. A diferença foi considerada compatível com o acaso. As mortes ocorreram em 1,7% e 1,4% dos grupos, respectivamente. Os eventos cardiovasculares graves atingiram 2,6% dos participantes de cada grupo.

Tolerância e indicação

A metformina é usada há mais de seis décadas, tem baixo custo, não provoca hipoglicemia e não altera o peso. A dapagliflozina pertence a uma classe que também demonstrou benefícios para pessoas com insuficiência cardíaca, doença renal crônica ou alto risco cardiovascular. O estudo, porém, avaliou pessoas com diabetes recente e órgãos preservados, que apresentavam risco inicial menor.

Os autores concluíram que os resultados não justificam a substituição generalizada de um medicamento pelo outro. A interrupção do tratamento por efeitos adversos foi mais frequente com a dapagliflozina: 9,5%, contra 4,9% com a metformina. No primeiro grupo, os problemas mais comuns foram infecções genitais e urinárias; no segundo, queixas intestinais.

As diretrizes atuais recomendam iniciar dois medicamentos quando a hemoglobina glicada está em 7,5% ou mais. A metformina reduz a produção de glicose pelo fígado e melhora a ação da insulina. A dapagliflozina aumenta a eliminação de glicose pela urina.

Os dois remédios são oferecidos no Brasil pelo SUS e pelo Farmácia Popular, conforme as regras e indicações de cada tratamento. A metformina de liberação prolongada, chamada XR, pode ser tomada uma vez ao dia e costuma ser mais bem tolerada pelo intestino. A dapagliflozina é disponibilizada, entre outras situações, para casos de diabetes associado a doença cardiovascular.

O estudo também registrou que 94% dos eventos foram complicações microvasculares. Em um levantamento com cerca de 6 mil pacientes brasileiros, pouco mais de um em cada quatro pessoas com diabetes tipo 2 alcançava o controle adequado.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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