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Saúde

Survodutida combina ação sobre GLP-1 e glucagon em estudo contra obesidade

Injeção semanal reduziu peso e glicemia em adultos com obesidade e diabetes tipo 2, mas ainda não foi aprovada por órgãos regulatórios.

Survodutida combina ação sobre GLP-1 e glucagon em estudo contra obesidade
Foto: GI/Getty Images

A survodutida ainda não foi aprovada por nenhum órgão regulatório, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento também não deve ser usado fora de estudos clínicos, e não há previsão de chegada ao Brasil.

A nova injeção semanal foi avaliada em adultos com obesidade e diabetes tipo 2 no estudo SYNCHRONIZE-2, publicado em 1º de outubro no New England Journal of Medicine e apresentado em Milão, durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes.

Participaram 752 adultos de 19 países, acompanhados por 76 semanas. Todos receberam orientações sobre dieta e atividade física. O peso médio no início do estudo era superior a 104 quilos.

Resultados sobre peso e glicemia

Na análise com todos os participantes, incluindo aqueles que interromperam o tratamento, a maior dose de survodutida levou a uma perda média de 9,8% do peso. No grupo placebo, a redução foi de 3,9%.

Entre os voluntários que seguiram o tratamento conforme previsto, a perda média chegou a 13,1%. Com a dose mais alta, 25,5% perderam pelo menos 15% do peso, ante 4% no grupo placebo.

A hemoglobina glicada, que indica a média da glicose nos últimos meses, caiu até 1,2 ponto percentual entre os participantes que aderiram ao tratamento. Eles começaram o estudo com média de 7,4%.

A survodutida imita o GLP-1, hormônio intestinal associado à redução do apetite, e também ativa o receptor do glucagon. Essa segunda ação estimula o fígado a queimar gordura, enquanto o efeito do GLP-1 sobre a glicose compensa a tendência do glucagon de elevá-la.

Efeitos adversos e composição da perda

Náuseas, vômitos e diarreia foram registrados, em geral, durante o aumento da dose. As náuseas atingiram mais da metade dos voluntários que receberam a dose alta. Cerca de 18% abandonaram o medicamento por causa desses sintomas, contra pouco mais de 1% no grupo placebo.

Um subestudo do SYNCHRONIZE-1, realizado com pessoas sem diabetes, apontou redução de 34% na gordura visceral com a dose maior, ante 11,8% no placebo. A massa magra representou cerca de um décimo do tecido perdido. Os dados são de grupos pequenos e ainda não foram comparados diretamente com outros medicamentos da classe.

No SYNCHRONIZE-1, a perda de peso chegou a 16,6% entre os participantes que seguiram o tratamento. Já no SYNCHRONIZE-MASLD, voltado à esteatose hepática, 61% tiveram normalização da gordura no fígado.

Estudos maiores sobre a forma inflamatória e mais grave da doença, com fibrose, estão em andamento. Em novembro, serão apresentados os resultados do SYNCHRONIZE-CVOT, que avaliará a ocorrência de infartos, derrames cerebrais e mortes cardiovasculares.

A survodutida é desenvolvida pelo laboratório Boehringer Ingelheim. Até que haja aprovação regulatória, produtos vendidos com esse nome na internet devem ser vistos com desconfiança.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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