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Saúde

Rede de apoio deve acolher sem assumir sozinha o tratamento, orientam especialistas

Familiares e amigos devem ouvir, buscar ajuda profissional e preservar a própria saúde mental diante de crises.

Rede de apoio deve acolher sem assumir sozinha o tratamento, orientam especialistas

Familiares e amigos que apoiam pessoas com depressão ou pensamentos de suicídio não devem assumir sozinhos a responsabilidade pelo cuidado, orienta a psicóloga e especialista em saúde mental Luana Carvalho. Segundo ela, acolher é importante, mas o tratamento precisa ser compartilhado com profissionais.

A pessoa em crise deve ser ouvida sem julgamentos, levada a sério e não deixada sozinha. Também é necessário ajudá-la a chegar a um psicólogo ou psiquiatra. “Nesse momento, mais do que tentar encontrar as palavras perfeitas, o importante é estar presente e ajudar a pessoa a chegar até o cuidado adequado”, afirma Luana.

Mudanças de comportamento exigem atenção

Falas sobre morte, desejo de desaparecer, falta de vontade de viver ou a ideia de que seria melhor não existir podem indicar uma situação de risco. Isolamento, desesperança, alterações importantes no sono e no apetite, perda de interesse, despedidas incomuns, organização de assuntos pessoais e doação de objetos de valor emocional também merecem atenção, especialmente quando surgem juntos ou representam uma mudança no comportamento habitual.

Na adolescência, os sinais podem incluir irritabilidade, isolamento, queda no rendimento escolar, mudanças repentinas e conflitos mais intensos. Entre adultos, aparecem esgotamento, desesperança, afastamento, perda de interesse e sensação de que não há saída para os problemas.

Entre idosos, é preciso observar isolamento, perda de autonomia, sentimentos de inutilidade, luto, abandono, mudanças comportamentais e falas sobre ser um peso para a família. Luana ressalta que a idade não deve ser analisada isoladamente: a comparação deve ser feita com o comportamento habitual da pessoa.

Saúde de quem oferece suporte

Cuidadores também precisam manter espaço para a própria vida. A sobrecarga pode provocar ansiedade, culpa, exaustão e sensação de impotência, segundo Luana.

A psiquiatra Elaine Bida, que atende em Brasília, recomenda que a rede de apoio busque alternativas de promoção da saúde mental, como exercícios, meditação, interações sociais e atividades que ofereçam sensação de utilidade e acolhimento. “A prevenção é o melhor remédio”, afirma.

Quem enfrenta depressão, tem pensamentos de suicídio ou conhece alguém nessa situação pode procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo 188 (24h, ligação gratuita e sigilosa) ou pelo site cvv.org.br. Em emergências médicas, o Samu atende pelo 192. CRAS locais e serviços de saúde mental do SUS também oferecem suporte psicológico.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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